domingo, 1 de abril de 2012

Carta a uma alma gémea...

Procuro na tinta preta,
que acabas de ler,
dizer-te o quanto gostava de abraçar-te,
o quanto gostava de sentir o teu calor,
que qualquer lugar do mundo a teu lado,
é onde quero estar.

A pronúncia da pequena palavra,
torna-se difícil, não porque não a sinta,
não porque te minta,
Mas porque coragem de olhar-te nos olhos,
e dizê-la,
é o maior desafio que encontraria.

Medo de não o fazer da forma certa,
Medo de não ser convincente,
Medo de ser incapaz de expressar
em pequenas cinco letras
O mar de paixão por ti que em mim vive…

Ao fim de uma página devo estar a chegar,
mas tanto ainda falta escrever.
Não há noite que adormeça sem lembrar-me do teu nome,
Não há manhã em que acorde e não sejas o primeiro pensamento.

Perguntei-me
quando chegaria o dia
em que coragem me bateria à porta.
E confessar-te-ia o que o meu coração pensa
e os meus lábios não expressam.

Chegaria cedo, chegaria tarde,
dúvida ardentemente viva no meu pensamento.
A ausência prolongada de uma resposta,
Não acho que a mereça…


Continuo sem escrever a dita pequena palavra,
Não a escreverei,
Não a expressarei,
Se algum dia juntos estivermos,
Em cada gesto, cada sorriso, cada palavra,
Amo-te virá…

Hugo Barbosa
Noites sem sono

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