Na leveza de um caminhar
Sem destino anunciado,
Meus olhos reflectem
A tristeza de não enxergar o teu rosto.
Lágrimas de um rio oculto,
Vivendo num humano corpo,
Fluem nas ténues linhas
Do meu cansado rosto.
Encontro-te nas páginas de um livro,
Onde letras perfeitas desenhaste,
Suaves curvas os meus dedos
percorrem sobre elas,
reconhecendo o caminho
que outrora a tuas mãos acompanharam…
Recordo o quão caloroso,
Reconfortante e gracioso,
Era esse caminho…
Incomoda-me a incerteza
De não lá voltar a caminhar…
Hugo Barbosa
in Noites sem sono
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