domingo, 5 de fevereiro de 2012

Caminhar o teu rosto...

Na leveza de um caminhar
Sem destino anunciado,
Meus olhos reflectem
A tristeza de não enxergar o teu rosto.

Lágrimas de um rio oculto,
Vivendo num humano corpo,
Fluem nas ténues linhas
Do meu cansado rosto.

Encontro-te nas páginas de um livro,
Onde letras perfeitas desenhaste,
Suaves curvas os meus dedos
percorrem sobre elas,
reconhecendo o caminho
que outrora a tuas mãos acompanharam…

Recordo o quão caloroso,
Reconfortante e gracioso,
Era esse caminho…
Incomoda-me a incerteza
De não lá voltar a caminhar…

Hugo Barbosa
in Noites sem sono

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Serei feliz?

Oriundo de um lugar que desconheço,
Procurando encontrar-me no que habito,
Assim me levanto cada dia.
Serei feliz?
Talvez sim, talvez não.
Pergunto-me, o que é ser feliz?


Não encontro a resposta em livros,
Quem me dera que o pudesse fazer.
Não desejo a tinta preta escrita por transeuntes,
 que partilham a minha ténue linha  pensante.
Apenas dividir o caminho que assombra o meu inquieto ser
é algo que me apráz.

Egoísta,
Seria assim que muitos me definiriam
Pela confissão que negam a si próprios.
Sou inconsciente quanto à felicidade,
Ou será que ela existe mesmo.
Se sim, Onde habita?

Hugo  Barbosa
in Noites sem sono